CASAMENTO E AMOR

22/07/2010


Li um artigo do Pr. Ed René Kivitz sobre um tema importante, antigo e sempre atual, casamento e amor. Baseado e inspirado no que li desejo aqui escrever e repassar a você amigo leitor algumas linhas sobre o mesmo tema. Sinto-me na obrigação de citar o referido autor porque quero ter a liberdade de literalmente re-escrever algumas de suas linhas. A vida a dois é tão antiga quanto a história da humanidade. No segundo capítulo da Bíblia encontramos o seguinte versículo: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente”. (Gênesis 2.18).

A sociedade se organiza de maneiras diferentes a cada período histórico que varia de acordo com uma série de fatores, dependendo da cultura de cada país e considerando aspectos sociais diferenciados de cada grupo. A despeito das mudanças, o casamento continua perdurando, o amor continua sendo cantado e declamado. O que me assusta hoje, é que por influência de novos conceitos difundidos na sociedade moderna, cresce o número de casais que “já não se amam mais”, como também o número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Por que?

Talvez por duas razões óbvias: O “amor que é eterno enquanto dura” e o “amor que é incompetente para a convivência”. Nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar o conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão, atração e desejo, acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”. Mas, também pode, explicar atos de violência como os que temos visto nos últimos dias envolvendo amantes apaixonados. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com quem celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos. Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido… Um casal bem sucedido é um par de amantes, um par de amigos, um par de aliados. Não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três palavras, amante, amigo e aliado, se escrevem com A… A de AMOR.


Pastor Marcos José

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