Carnaval

Um pouco de história.

Carnaval vem do latim clássico carne levare, que significa “abstenção de carne”, ou despedida ou adeus à carne.

A orgia carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica. A Semana Santa era antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de todo o tipo de privações incentivou criação de festividades nos dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma.

A festa, então, se opunha ao jejum total que se seguiria, e incentivava o deleite dos prazeres da carne, nos três dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, nestes dias, chamados “gordos”, em especial a terça-feira (Terça-feira gorda), pratica-se tudo o que será privado nos dias da Quaresma.

O Carnaval, no Brasil, sem dúvida a mais popular festa brasileira, é uma mistura de várias tradições europeias e africanas.

As máscaras refletem os bailes de máscaras europeus de muitos séculos atrás. Reina o espírito de brincadeira, deboche e faz-de-conta, com a inversão dos comportamentos sociais. Elege-se um rei e uma rainha. Os homens comportam-se como mulheres e vice-versa.

As Escolas de Samba relembram os desfiles de carros alegóricos americanos e europeus, recheados de música em ritmo africano, principalmente ao som de tambores. Também reproduziu o entrudo, uma festa portuguesa em que as pessoas lançavam umas nas outras água, farinha e outras substâncias, e que no Brasil chegou-se a utilizar os famosos lança-perfumes, em frascos metálicos dourados, composto de éter, clorofórmio, cloreto de etila, que são substâncias anestésicas, e perfumes variados que, lançados na pele, causavam uma sensação fria, e que, cheirados, provocavam a euforia de muitos, até ser proibido pelo presidente Jânio Quadros.

O crente e o carnaval.

O carnaval é a festa da carne.

Conforme Gl 5:19-20, as obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes …

Esta festa, que outrora fora até certo ponto ingênua, se comparada aos dias de hoje, é realizada regada de muito álcool, drogas e sexo desenfreado.

Neste período as pessoas são tomadas de uma euforia contagiante, e se tornam propensas a todo o tipo de orgias.

Romanos 8:5 afirma que “… os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.”

A carne é inimiga de Deus. Rm 8:7

Como a carne milita contra o espírito (Gl. 5:17) o carnaval distancia as pessoas das coisas espirituais.

O crente carnal, como ainda não se libertou das armadilhas da carne, embora já tenha aceitado a Jesus, não vê qualquer problema no carnaval.

O crente espiritual deve fugir do carnaval, conforme o conselho iluminado de Paulo, (v. 1Co 6:18 ) fugir. Não pense que, no meio do bloco carnavalesco o(a) crente conseguirá resistir às investidas. Não se exponha. Não se arrisque.

Nem pense que assistir aos desfiles por meio da televisão seja algo inofensivo. Não alimente seu espírito com a sensualidade reinante nas escolas de samba ou outro tipo de desfiles. Não encha seu coração com inutilidades. A boca fala do que está cheio o coração.

O que você faz quando ninguém está vendo mostra o seu caráter. Entretanto Deus está acompanhando sua curiosidade.

Não é possível viver uma vida ambígua diante de deus. Deus é um Deus zeloso. Não é possível viver em cima do muro, ou morno, diante de Deus. Ou você abomina as obras da carne, ou procura os frutos do espírito.

Deus não aceita o jeitinho brasileiro de burlar as regras para atender ao interesse egoístico momentâneo. De Deus não se zomba.

Eduardo Siade
Presbítero ICEC