A PROCURA DE PESSOAS DE CARÁTER

Tudo vem do caráter, mas ninguém nasce com caráter, nós o fazemos. Caráter é o que a pessoa faz com sua tendência, ao entrar em contato com coisas externas. Caráter revela a importância “de ser”. Nós valorizamos o “ter” e o “fazer”, mas Deus nos manda ser. Ser sal, Ser luz, Ser honesto, Ser íntegro, Ser fiel, Ser amoroso… Caráter não se adquire em uma sala de aula, não é produzido pela leitura de um livro, nem se desenvolve nas experiências de laboratório. O caráter é formado nas dificuldades e provas da vida.

Durante as campanhas eleitorais, sempre ouvimos ou assistimos debates em que se discute se o caráter dos candidatos deveria ser um fator determinante na escolha do eleitro. É incrivel perceber que muita gente acha que isto não é importante. O que importa é o programa e a competência do candidato. Questões pessoais e vida privada não devem ser discutidas em público. Será quantas pessoas tem esse mesmo pensamento? Como se pode dizer que o caráter não é importante? Tudo o que fazemos brota do nosso caráter. A liderança genuína tem como base o caráter, ou a falta de caráter. Chuck Colson, em sua revista Breakpoint de 14 de abril de 1992 disse: “A moral privada determina a ação pública.” Será que a moral particular do candidato tem algo a ver com sua vida pública? Durante anos, os liberais têm dito que “não”, as pessoas podem fazer o que quiserem em particular, pois nada disso afeta sua capacidade de governar. John O’Sullivan, editor da revista National Review, chegou a dizer que preferia ser governado por um pecador competente do que por um santo incompetente. A idéia defende esse pensamento é que governar requer apenas habilidade técnica, mas isso é um engano. Na verdade, governar envolve toda uma filosofia de vida que, por sua vez, envolve nossas escolhas pessoais e nossa conduta. Por causa dessas idéias e filosofias, leis comprometedoras para estabilidade da família e da sociedade estão avançando e nos levando para um futuro desastroso.

Jean Jacques Rousseau, um escritor francês do século 18 defendeu em seu livro The Social Contract, que o estado ideal exige dedicação total. Rousseau queria que o estado assumisse a responsabilidade pela educação das crianças, para doutriná-las de modo que dedicassem todo o seu ser ao seu serviço. Foram essas idéias que alimentaram a Revolução Francesa e seu reinado de terror. Depois foram adotadas por Marx e Lenin e se tornaram parte do comunismo e deixamos aqui de citar muitas outras influências danosas. Como Rousseau chegou a um conceito tão terrível do estado? Olhando para a sua vida, a resposta é evidente. Era um boa-vida boêmio. Teve muitos casos e viveu a maior parte dos seus anos com uma jovem lavadeira chamada Teresa. Quando ela teve um filho dele, Rousseau se viu diante de uma decisão para ele dificílima: iria estabelecer-se e assumir as responsabilidades de pai e chefe de família? Sua resposta foi um “não” categórico. Ele disse que filhos seriam um entrave ao seu estilo de vida e iriam minar sua condição de celebridade na alta sociedade da sua época, por isso convenceu Teresa a dar a criança para um orfanato (hoje fariam um aborto). Com o passar dos anos, Rousseau teve cinco filhos, todos entregues à porta dos orfanatos.

Jesus começou a ensinar seus discípulos através do Sermão da montanha com as bem-aventuranças, que falam de caráter. Depois Ele fala de sal e luz, o que nos mostra que a influência segue o caráter ou que o caráter se expressa na conduta e não o contrário. Que conduta queremos ter? O homem quer a influência e o poder, mas não se importa com o que vem antes que é o mais importante: O CARÁTER.

Marcos José